Travessia

Toda a rua reluz
interminável mundo
correndo pelas teias
falas habituais

É som que se reduz
mas reverbera absurdo
cruza pela soleira
devora minha paz

Canso-me do capuz
que uso e que mudo
quando o olhar tateia
as ruas distritais

A mente reproduz
os fracassos ao fundo
entorpece na veia
o que ainda satisfaz

Travessia traduz
oculto em um muro
é a fuga que freia
sentir-me incapaz

Silêncio, não há mais
nada que se receia
e contemplando tudo
concebo minha cruz

Antunes, 2018.

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