No silêncio

Chegas pela porta
bolsa caindo do ombro
olhar meio cansado
do dia de correrias

Admiro tua força
que mostras sempre
embalada no meio
de risos alegres

Amo-te, leito terno
onde deságua o rio
dos anseios correntes
que fluem em mim

Penso tudo isso
vejo-te e não falo
somem as palavras
por que emudeço?

Queria eu ser capaz
de belas declarações
que pudessem mostrar
o que guardo em mim

Que fossem conforto
nos dias agitados
e que fossem alento
para tuas tristezas

Estou eu perdido
em meus pensamentos
quando tu me chamas
já impaciente

“O controle!”
Sumiu. Onde está?
Procuro contigo
no sofá da sala

Sentamos e ajeitas
a cabeça em meu ombro
uma brisa pela janela.
Mais uma noite normal

Antunes, 2017.

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