Sobrevida

Caminho pelo chão distraído
por vezes tropeço e caio
noutras detém-me uma flor.
Alterno assim sorriso e dor.

Ao papel não escapa o destino
preenchido em tinta, sangue e amor.
Leia-me nesses versos desarmado.
Vida é árdua, exige fantasia.

Quem sou? Apareço cantando
pureza perseguida e paixão
esquecida no sem tempo dia-a-dia,
vislumbrada, trouxe-mouxe, exaurida.

Sem jamais trair essência,
eterna casa de esperança, vaga
insistente. Aos olhos se revela
colorida contra desencanto cinza.

Joaquim Miguel, 2017.

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