Arquivo do mês: abril 2012

Paciente

Sou quem vou sendo Negar minha vivência Toda minha experiência É ato obsceno Não preciso que me apóie Escolha nunca é fácil Caminho torto, cheio de pedágio Poupe-me do que corrói Prometo que te ouço E insisto na conversa Diga! … Continuar lendo

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Má poesia

O mais triste da liberdade de expressão é quando não se tem o que falar pode parecer genialidade mas é só má poesia Antunes, 2012.

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Réquiem IV

abro os olhos esse quarto me sufoca saio para beber e volto e esse quarto ainda me sufoca acordo, olho ao redor essas paredes parecem menores minha cabeça ainda dói da noite anterior acordo novamente estou ainda no mesmo lugar … Continuar lendo

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Réquiem III

por aquela rua suja a mesma de sempre corriam passos angustiados ele olha para trás assustado tentando acolher a mão embaixo do casaco e é de repente que avista aquele corpo caminhando o mesmo que conheceu tanto em outras épocas … Continuar lendo

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Réquiem II

e cá estamos nós como tantas outras vezes mas dessa vez é diferente não nos tocamos ao chegar tamanha sutileza ironiza nosso estado de espírito sentados mantemo-nos em silêncio conversamos sem palavras até que você desvia o olhar e começa … Continuar lendo

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Réquiem I

tic tac a hora molemente passa a luz do poste ilumina a rua vazia meus olhos fitam a linha do horizonte tentando dominá-lo sem sucesso está atrasada tento imaginar algo que te justifique e te beatifique são os ônibus essa … Continuar lendo

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Completude

“Qual é o resultado de uma vida dedicada à leitura?” Pensou naquela noite que, como tantas outras, sentou-se ao escritório servido de uma taça de vinho para escrever. Já faz anos que no final de suas noites sem inspiração consola-se … Continuar lendo

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Noturna

Essa noite tu serás minha com tuas curvas voluptuosas que escorrem pela cama Amanhã irás como pássaro voando por entre galhos esquivar-se por braços e encontrar novo ninho Talvez nunca mais te veja você, que no entanto hoje repousa em … Continuar lendo

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