Utopia à Razão

Lá vem ela
Perdição!
Pomposa, destemida
Apresento-lhe a Razão

Essa que te falo
Merece introdução
Não é simples substantivo
Quem castra a inspiração

Esta é minha causa:
Nada tenho contra a racionalidade
Contanto que não constitua
Cadeia para a liberdade

Mas num mundo desencantado
Só com horas e atraso, sou vagabundo
Busco abrigo olhando o mapa
Escondido no fundo da garrafa

Pois só com noite mal dormida
Carregada de bebida
Consigo olhar lá fora
Além da minha gaiola

Por isso – hoje – a poesia
Torpe, à deriva
É varinha de condão
Refugio último da utopia

Joaquim Miguel, 2011.

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